Poesia do escarno n.desconhecido
Sigo de tempos em tempos
limpando agendas
apagando encomendas
Já fazia tanto tempo
Da última bela raspagem
De gente mesquinha e miserável
A faca cada vez mais árdua e afiada
Envia com fina gentileza
Aos que não tem o bem
e não traz nada de além
O carta-magma do "saia fora da minha vida"
Não me chame pra dançar no esgoto
Não me interessa
Não me tapeie pra plantar ervas daninhas
Não me interessa
Não me convide pra nadar no rio tietê
Não me interessa
Não me iluda pra voar no céu da poluição
Não me interessa
Se não traz Luz pra compartilhar
Vá viver com os ratos que vibram no mundo que é igual a você
Tuesday, July 30, 2013
Sunday, June 23, 2013
Travessia perfumada, tem sabor de maresia.
Rezo para que cada palavra seja
cortante como um meteoro acelerado, rasgando esquinas, ousando entrelinhas... E
caía na terra semente... De flor de capim que não pestaneja nem pede permissão
para nascer... Para me ensinar os caminhos de se evaporar... Deixar ir,
despregar-se de si... Um dia água retirada a força, fazendo da vida sauna
esbaforida, sem saída... Intimido cativeiro da hora chegada de se purificar...
Erva, magia e segredo do tempo que já se esgotou ou do tempo que não é longo o suficiente
para ser dançado.
Mas felizes são meteoros que se fazem
flores, pois quando nascem, sublimam cativeiros com a beleza de odores suaves. E
do até então suor intimidado, voa o vapor com o perfume rarefeito para um outro
lugar dentro de si: renascer num passeio ensolarado, virar vento despreocupado...
Desencarnar tudo que foge da paisagem, pra alma branda se misturar de novo ao já
combinado esquema: sol, lua, vento e mar.
Sigo golpeando com a lua cheia, pedras
d’água sem importância. O caminho agora aberto, faz-me ver que já galopam
peixes e sereias no lombo de cavalos marinhos na direção das ondas cristalinas
que trazem de volta os sonhos de quem não desistiu de amar. Travessia perfumada,
tem sabor de maresia.
jun.2013
Thursday, March 7, 2013
Espirito guaracyano
Olhando em mim
Já sei saber
E no agora busco reconhecer
aqueles passos...
de caboclo, índio,
velho, maroto
galho com folha
onça e tatu
São passos vestidos
Em filosofia
Família larga
Contada
Cantada
Dançada
Por mim, mulher
Ser-bailarina
de cada vida
a cada esquina
Bailando sob folhas frescas
Na mata cheirosa sob meus pés
Aroma de erva que reverbera
Espírito Guaracy que em mim se eleva
Já sei saber
E no agora busco reconhecer
aqueles passos...
de caboclo, índio,
velho, maroto
galho com folha
onça e tatu
São passos vestidos
Em filosofia
Família larga
Contada
Cantada
Dançada
Por mim, mulher
Ser-bailarina
de cada vida
a cada esquina
Bailando sob folhas frescas
Na mata cheirosa sob meus pés
Aroma de erva que reverbera
Espírito Guaracy que em mim se eleva
Tuesday, February 26, 2013
Improviso poético n. indefinido
Improviso poético n. indefinido
Eu que me apaixonei pelo Sol
Ora estou a trotar por obscuras cercanias
Aprendendo com ervas daninhas
O Sol de cada entrelinha
Ora me cansa esse tanto estudar
E quando a tua pura Luz percebo
Me aqueço e venho de voltar dançar
E em mim mesma me encantar com coisa pouca
Que é ser eu mesma
Cara Madalena
A viajar nos sonhos de coisas difíceis de plantar
Deixando por ora as ervas daninhas
Para dançar com o Sol que lava meus cabelos
Me vestindo de Beleza mais uma vez
Me inspirando no alimento destes olhos salutares
Me faço vento solar
A cantarolar nas manhãs de verão
Aquecendo-me na gratidão
Desta Luz que me faz voltar a ser eu mesma
E dançar
E cantar
Em cada sorriso que você me notar abraçar
(Georgia, 2013)
Eu que me apaixonei pelo Sol
Ora estou a trotar por obscuras cercanias
Aprendendo com ervas daninhas
O Sol de cada entrelinha
Ora me cansa esse tanto estudar
E quando a tua pura Luz percebo
Me aqueço e venho de voltar dançar
E em mim mesma me encantar com coisa pouca
Que é ser eu mesma
Cara Madalena
A viajar nos sonhos de coisas difíceis de plantar
Deixando por ora as ervas daninhas
Para dançar com o Sol que lava meus cabelos
Me vestindo de Beleza mais uma vez
Me inspirando no alimento destes olhos salutares
Me faço vento solar
A cantarolar nas manhãs de verão
Aquecendo-me na gratidão
Desta Luz que me faz voltar a ser eu mesma
E dançar
E cantar
Em cada sorriso que você me notar abraçar
(Georgia, 2013)
Friday, December 28, 2012
O GRITO
Não me chame pra brincar de aparências
o bom, o ruim de ser artista
eu meto pé, eu meto mão
só sei ser se for inteira
cada traço roxo azul e amarelo
todos eles sou eu
e tenho certeza absoluda disso
e cantarei
e falarei
nao te faço fotos pra fingir a última tendência
ou o apreço pro coisas bonitas
eu abri o peito
rasguei a pele
estourei meus poros
e vivo assim
em carne viva
doa o que doer
viva o que viver
para tudo
e qualquer coisa
eu só sei viver se for inteira
Água Doce
Abundância e prosperidade
por mim
e para mim
por onde jorra toda felicidade
por mim
e para mim
por onde jorra amor e cumplicidade
Sou água rica e traçoeira
para contornar pedras
e enfim receber
gotas de ouro
rios de riqueza
cachoeira de amor
por todos lados
em cada canto
recebo teus tesouros
no meu seio precioso
consagro teu carinho
abençoo tua gentileza
enalteço tua gratidão
Serás a realeza
em cada manifesto
se for perdão
se for afeto
se for mansidão
eu sei te ver
Ser de Amor
que habita em cada pedaço de chão
por mim
e para mim
por onde jorra toda felicidade
por mim
e para mim
por onde jorra amor e cumplicidade
Sou água rica e traçoeira
para contornar pedras
e enfim receber
gotas de ouro
rios de riqueza
cachoeira de amor
por todos lados
em cada canto
recebo teus tesouros
no meu seio precioso
consagro teu carinho
abençoo tua gentileza
enalteço tua gratidão
Serás a realeza
em cada manifesto
se for perdão
se for afeto
se for mansidão
eu sei te ver
Ser de Amor
que habita em cada pedaço de chão
CÉu
Meu Céu
É Horizonte guardado
Segredo Velado
Cobrindo vista
Este manto azulado
Cobrindo a pele imaculada
Céu azulado...
Conversa antiga
Estrela guia
Índio que inspira
Minha Cabeça
Céu nosso e véu
Para alçar vôo
Ó, Liberdade
Imensidão que brilha
Solar princípio
Nós Somos Sol de Sentida Cor
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