Friday, January 27, 2017
Paixão alforriada
Ainda sinto saudade das paixões desmedidas
Diversas vezes minha alma foi assim tão remexida
Paixão é o zero
Ponto de largada de toda alma bandida
A maturidade, uma safada
Não tem sentido ser a única parte inquerida
Não sei se já busquei quase tudo que queria achar
Mas já fazem muitos anos que o zero não abre a porta do meu despertar
Ou será que a seletividade me roubou a bandida
E apagou o feitiço de tudo aquilo que cega e fascina
Culpa do prazer que se expande na sedução cotidiana
E da liberdade que alforriou os desejos
Hoje perambulam por aí sem gerar quase nenhum atrito
Paixões cotidianas não lampejam nenhum frisson
São amigas gaiatas
Com todo o direito pra expressar sua emoção
Todos os dias o fogo passeia solto
Por isso não tem roubado mais o fôlego do povo
Não saqueiam o centro da equação
Nem destroem o que os impedem na sua locomoção
A liberdade da noite é a conquista da boêmia
Que não precisa mais de bares nem botecos pra viver sua anarquia
Conversam entre si acerca das cenas da próxima magia
Tem em todas as ruas sua passagem livre
Já que conquistou de volta a segurança que habita em sua ousadia
Georgia, 2017
Monday, January 23, 2017
A voz do silêncio
A voz do silêncio
O silêncio que não se propaga para todos ouvidos
Não é fato consumado
Apenas para quem quer ouví-lo
O silêncio é a voz mais barata do mercado
Estranha-me a excitação dos que só viveram diante do silêncio
Habituados a falas que nada dizem
E discursos desalinhados com a consistência
São como crianças diante do ruído de qualquer manifestação autêntica
A voz é ritmo
Que só caminha ao lado do Tempo
A poesia, cria minha
É a voz da vida que vibra em infinitas melodias
Não uso drogas
Apenas me concentro
Logo pois não há que se criar espaços
Não há encanto naquele que luta pra ressoar o seu canto
Feito robô de alguma guerra das estrelas
Não me apetece abrir caminhos para fora
Sou guerreira a minha maneira
Abro os caminhos que afetam minha expansão
O brilho que me interessa só flui a partir do centro do meu coração
Abro todos os espaços possíveis para a minha essencializacao
Não me seduz disputar por um lugar na vida das novelas
Essa história não combina com os dados que preenchem meu folhetim
Não estou aqui na vida à toa apenas para ganhar o meu dimdim
Nem prestígio por só viver o que nasceu de mim
Não nasci pra lutar pelo meu espaço
Só acredito no espaço que ja nasceu por dentro
Quase todo resto é conversa de falsos
Não é a voz que faz a gente ser verdadeiramente amado
Só não gosto de gastar saliva com quem não é um chato
Só falo o que vibro diante de quem é imensamente amado
Georgia, 2017
O silêncio que não se propaga para todos ouvidos
Não é fato consumado
Apenas para quem quer ouví-lo
O silêncio é a voz mais barata do mercado
Estranha-me a excitação dos que só viveram diante do silêncio
Habituados a falas que nada dizem
E discursos desalinhados com a consistência
São como crianças diante do ruído de qualquer manifestação autêntica
A voz é ritmo
Que só caminha ao lado do Tempo
A poesia, cria minha
É a voz da vida que vibra em infinitas melodias
Não uso drogas
Apenas me concentro
Logo pois não há que se criar espaços
Não há encanto naquele que luta pra ressoar o seu canto
Feito robô de alguma guerra das estrelas
Não me apetece abrir caminhos para fora
Sou guerreira a minha maneira
Abro os caminhos que afetam minha expansão
O brilho que me interessa só flui a partir do centro do meu coração
Abro todos os espaços possíveis para a minha essencializacao
Não me seduz disputar por um lugar na vida das novelas
Essa história não combina com os dados que preenchem meu folhetim
Não estou aqui na vida à toa apenas para ganhar o meu dimdim
Nem prestígio por só viver o que nasceu de mim
Não nasci pra lutar pelo meu espaço
Só acredito no espaço que ja nasceu por dentro
Quase todo resto é conversa de falsos
Não é a voz que faz a gente ser verdadeiramente amado
Só não gosto de gastar saliva com quem não é um chato
Só falo o que vibro diante de quem é imensamente amado
Georgia, 2017
Som do amor
Som do amor
Amor é canção invisível ressoando no espaço
Sou alma de passarinho
Me embalando em cada nota imprevisível
A eterna fluidez das canções matinais
Ninguém pode ver as canções
É inviável, tenho dito
Tudo que é misterioso
E que não vejo
E sinto no corpo, na carne
Me toca, porque ouço
O amor é invisível
Ninguém soube dizer o que era o amor
Mas todo dia alguém vibra e canta
Enche todos os poros do corpo de encanto
O corpo vibra, volta à vida
E o recanto amoroso se preenche novamente
O preenchimento que só o invisível sabe dar
As notas invisíveis são como a força do ar
Correndo em minhas veias: oxigênio
Não há sangue sem hemoglobina
Não a vida que se perpetue de maneira previsível
O amor é a molécula oculta que não desgruda da minha corrente sanguínea
Georgia, 2017
Amor é canção invisível ressoando no espaço
Sou alma de passarinho
Me embalando em cada nota imprevisível
A eterna fluidez das canções matinais
Ninguém pode ver as canções
É inviável, tenho dito
Tudo que é misterioso
E que não vejo
E sinto no corpo, na carne
Me toca, porque ouço
O amor é invisível
Ninguém soube dizer o que era o amor
Mas todo dia alguém vibra e canta
Enche todos os poros do corpo de encanto
O corpo vibra, volta à vida
E o recanto amoroso se preenche novamente
O preenchimento que só o invisível sabe dar
As notas invisíveis são como a força do ar
Correndo em minhas veias: oxigênio
Não há sangue sem hemoglobina
Não a vida que se perpetue de maneira previsível
O amor é a molécula oculta que não desgruda da minha corrente sanguínea
Georgia, 2017
Fruto oculto da neutralidade
Fruto oculto da neutralidade
Inegável sedução a que me lança rumo a libertação
Vazios indiferentes não alimentam minha pulsão
Tudo flui a sua maneira
Enquanto me esvazio sem moderação
Apenas me concentro nas vibrações que ressoam na mesma conexão
Não me interessa a mera manutenção
Nem faço meta em nenhuma relação
Meu instinto de preservação não se alimenta de medos nem condenação
O fato que me encerra é que não há nada a se perder
Uma vez que não há nada a se possuir
Apenas valorizo as conquistas de cada qualificação
Não compartilho conveniências
Nem faço par com a vitimização
Me desencanta qualquer tipo de favoritismo
O amor genuíno que reverbera não precisa de aprovação
Não dou passos em busca de recompensas
Nem me lanço em estórias que não alimentam minha doação
O equilíbrio que me rege se alimenta apenas das autênticas exaltações
Uma euforia poética que não se encerra em julgamentos
É o acolhimento do presente em sua desmascarada aceitação
A arte é sina não apenas pela força motriz da criação
É lei incorruptível que garante a liberdade de expressão
Nem todas parteiras de vida
Mas de alguma maneira neutralizam a putrefação
A liberdade que não se cansa das neutralidades
É movida apenas pela flor da simplicidade
Das temporalidades que ensinam respeito
E da impessoalidade que se dilui na coletividade
Aguardando o som de um desejo jamais almejado
Que mobilize a fera que caminha na beira da própria extinção
E quem sabe assim se acenda a verdadeira fogueira
Que anuncia o espírito que quer de fato sua reencarnação
Georgia, 2017
Inegável sedução a que me lança rumo a libertação
Vazios indiferentes não alimentam minha pulsão
Tudo flui a sua maneira
Enquanto me esvazio sem moderação
Apenas me concentro nas vibrações que ressoam na mesma conexão
Não me interessa a mera manutenção
Nem faço meta em nenhuma relação
Meu instinto de preservação não se alimenta de medos nem condenação
O fato que me encerra é que não há nada a se perder
Uma vez que não há nada a se possuir
Apenas valorizo as conquistas de cada qualificação
Não compartilho conveniências
Nem faço par com a vitimização
Me desencanta qualquer tipo de favoritismo
O amor genuíno que reverbera não precisa de aprovação
Não dou passos em busca de recompensas
Nem me lanço em estórias que não alimentam minha doação
O equilíbrio que me rege se alimenta apenas das autênticas exaltações
Uma euforia poética que não se encerra em julgamentos
É o acolhimento do presente em sua desmascarada aceitação
A arte é sina não apenas pela força motriz da criação
É lei incorruptível que garante a liberdade de expressão
Nem todas parteiras de vida
Mas de alguma maneira neutralizam a putrefação
A liberdade que não se cansa das neutralidades
É movida apenas pela flor da simplicidade
Das temporalidades que ensinam respeito
E da impessoalidade que se dilui na coletividade
Aguardando o som de um desejo jamais almejado
Que mobilize a fera que caminha na beira da própria extinção
E quem sabe assim se acenda a verdadeira fogueira
Que anuncia o espírito que quer de fato sua reencarnação
Georgia, 2017
Saturday, January 21, 2017
Buscadora de passados
Buscadora de passados
Preciso perder as referências pra buscar o meu real encanto
Nesse quase tudo que descobri perambulando
É por isso que rodo meio mundo afora
Caçando sinais que me tragam de volta a mim
Apenas busco meu lugar no espaço
Que forma ou função não é o suficiente pra me preencher nessa vazão
Sou filosofia viva sempre a se manifestar
Num vão subjetivo que algumas pedras são capazes de estruturar
Não há passo que eu dê sem um lugar prévio a se caçar
Lanço as flechas assim que me sinaliza o tempo
E ja adentro a mata carregando comigo o alimento
Só por isso sou pedra firme em meu presente
Não ando a esmo desprecavida
A firmeza do meu presente é fruto do que já cacei
Não falo de tempos espaçados em distantes complexidades
Minha antiguidade é base que as vezes eu preciso estar
Todos os dias na mata eu preciso entrar
Sempre a tempo para que no agora já situado eu consiga estar
Não me interessam extensas reflexões
Carrego a filosofia que gera tudo que é possível criar
Sou todas as coisas que meu ontem buscou
Num passado que meu corpo ainda não estudou
E busco a mim mesma nesse eterno reencontrar
Sou caça e caçadora de mim mesma
Um som, um espaço, um cheiro
Tudo é cor na tela que eu decidir pintar
Tudo é vida na atmosfera que minha alma confia ao se revelar
Não sou produto do meio
Nem reflexo de imediatismos
Sou o passado que caça espaços
E jamais alimenta nevoeiros
Apenas oferece os verdadeiros presentes
Que animam uma estrutura que seja perceptível a qualquer estrangeiro
E só assim minha terra ganhou sentido
Sendo o singelo laboratório de minhas veladas alquimias
Não há ciência sem que se oriente o ar
Assim como vive o Sol sempre a se Orientar
Georgia, 2017
Preciso perder as referências pra buscar o meu real encanto
Nesse quase tudo que descobri perambulando
É por isso que rodo meio mundo afora
Caçando sinais que me tragam de volta a mim
Apenas busco meu lugar no espaço
Que forma ou função não é o suficiente pra me preencher nessa vazão
Sou filosofia viva sempre a se manifestar
Num vão subjetivo que algumas pedras são capazes de estruturar
Não há passo que eu dê sem um lugar prévio a se caçar
Lanço as flechas assim que me sinaliza o tempo
E ja adentro a mata carregando comigo o alimento
Só por isso sou pedra firme em meu presente
Não ando a esmo desprecavida
A firmeza do meu presente é fruto do que já cacei
Não falo de tempos espaçados em distantes complexidades
Minha antiguidade é base que as vezes eu preciso estar
Todos os dias na mata eu preciso entrar
Sempre a tempo para que no agora já situado eu consiga estar
Não me interessam extensas reflexões
Carrego a filosofia que gera tudo que é possível criar
Sou todas as coisas que meu ontem buscou
Num passado que meu corpo ainda não estudou
E busco a mim mesma nesse eterno reencontrar
Sou caça e caçadora de mim mesma
Um som, um espaço, um cheiro
Tudo é cor na tela que eu decidir pintar
Tudo é vida na atmosfera que minha alma confia ao se revelar
Não sou produto do meio
Nem reflexo de imediatismos
Sou o passado que caça espaços
E jamais alimenta nevoeiros
Apenas oferece os verdadeiros presentes
Que animam uma estrutura que seja perceptível a qualquer estrangeiro
E só assim minha terra ganhou sentido
Sendo o singelo laboratório de minhas veladas alquimias
Não há ciência sem que se oriente o ar
Assim como vive o Sol sempre a se Orientar
Georgia, 2017
Maternidade magnética
Maternidade magnética
Sinto-me totalmente abduzida pela rotina
Aterrissei no dia-a-dia que tinha esquecido que existia
Deixei a vida me sugar em todas situações que eu me fizer útil
Quase não tomo decisoes
Quase não vivo meus desejos
Estou sempre sendo chamada em algum lugar
E discordo de quem disse que a poesia é a única virtude do inútil
Poeta velho amigo talvez não desabrochou outras realidades
Nem só de poesia vive meu dia-a-dia
Todo dia o galo canta me informando aonde começará meu dia
E a noite me ilumina pois tem gente que não recebe mais amor de dia
Há no mundo muita escuta pra quem carece de atenção
O grito aflito me atrai feito imã poderoso
Me abduz com um magnetismo gigantesco
E a sina da minha rotina é acolher todas emoções decaídas
Filhos da desesperança
Não há tempo pro lúdico
Quando a cura está segurando a mão da necessidade
O olho no olho que se apagou na pobreza capitalista
É a moeda que traz de volta a prosperidade
O desabafar sincero de quem reencontrou a confiança
É o alívio natural de quem no mundo só levou cortadas
Poder se ouvir todas insanidades sem o abraço da culpa
Nem a direção de um caminho correto
É o bálsamo de quem cansou de ser manipulado
Apenas poder acolher um presente imperfeito
Num mundo de extensas modulações
Não há composição que sustente o acolhimento no futuro
A vida pede colo no agora
E um corpo só as vezes parece pouco pra tanto amor que o mundo quer sugar
O problema não está no filho que não quer largar o peito
É não poder ter mais seio pra toda fome que o bendito imã me manda saciar
Georgia, 2017
Sinto-me totalmente abduzida pela rotina
Aterrissei no dia-a-dia que tinha esquecido que existia
Deixei a vida me sugar em todas situações que eu me fizer útil
Quase não tomo decisoes
Quase não vivo meus desejos
Estou sempre sendo chamada em algum lugar
E discordo de quem disse que a poesia é a única virtude do inútil
Poeta velho amigo talvez não desabrochou outras realidades
Nem só de poesia vive meu dia-a-dia
Todo dia o galo canta me informando aonde começará meu dia
E a noite me ilumina pois tem gente que não recebe mais amor de dia
Há no mundo muita escuta pra quem carece de atenção
O grito aflito me atrai feito imã poderoso
Me abduz com um magnetismo gigantesco
E a sina da minha rotina é acolher todas emoções decaídas
Filhos da desesperança
Não há tempo pro lúdico
Quando a cura está segurando a mão da necessidade
O olho no olho que se apagou na pobreza capitalista
É a moeda que traz de volta a prosperidade
O desabafar sincero de quem reencontrou a confiança
É o alívio natural de quem no mundo só levou cortadas
Poder se ouvir todas insanidades sem o abraço da culpa
Nem a direção de um caminho correto
É o bálsamo de quem cansou de ser manipulado
Apenas poder acolher um presente imperfeito
Num mundo de extensas modulações
Não há composição que sustente o acolhimento no futuro
A vida pede colo no agora
E um corpo só as vezes parece pouco pra tanto amor que o mundo quer sugar
O problema não está no filho que não quer largar o peito
É não poder ter mais seio pra toda fome que o bendito imã me manda saciar
Georgia, 2017
Desabafos amorosos
Desabafos amorosos
Não me interessa camuflar imperfeições
Nem bancar muralhas que eu jamais virei a ser
Sigo verdadeiramente cansada de achismos antiquados
Recheados de velharias
Minha casa preservo com o mínimo de quinquilharia
Abandonei as repulsas
Me desfiz de adagas
Não há mais grades que forcem meu grito revolto
Não luto nem brigo mais diante das injustiças
A fogueira da heresia finalmente se apagou
Não há mais do que me proteger
Já desisti de ser esse tipo de guerreira
Caminho paciente em nova mente
E apenas choro meu alívio meio desnorteada
Diante de alguns espaços criados
Que minha consciência jamais caminhou por lá
Alivio meu coração no instante do segundo
Não convém dar compasso a máscaras em nenhum desabrochar
O cotidiano do meu pulsar é captado por qualquer um que de abraços precisar
Meu colo aberto foi Deus quem me mandou criar
E assim encontrei o amor diante dos abandonos consistentes
Se não houvesse a escuridão eu jamais buscaria em mim essa luz
E é só por isso que nunca mais deixarei de amar
Georgia, 2017
Não me interessa camuflar imperfeições
Nem bancar muralhas que eu jamais virei a ser
Sigo verdadeiramente cansada de achismos antiquados
Recheados de velharias
Minha casa preservo com o mínimo de quinquilharia
Abandonei as repulsas
Me desfiz de adagas
Não há mais grades que forcem meu grito revolto
Não luto nem brigo mais diante das injustiças
A fogueira da heresia finalmente se apagou
Não há mais do que me proteger
Já desisti de ser esse tipo de guerreira
Caminho paciente em nova mente
E apenas choro meu alívio meio desnorteada
Diante de alguns espaços criados
Que minha consciência jamais caminhou por lá
Alivio meu coração no instante do segundo
Não convém dar compasso a máscaras em nenhum desabrochar
O cotidiano do meu pulsar é captado por qualquer um que de abraços precisar
Meu colo aberto foi Deus quem me mandou criar
E assim encontrei o amor diante dos abandonos consistentes
Se não houvesse a escuridão eu jamais buscaria em mim essa luz
E é só por isso que nunca mais deixarei de amar
Georgia, 2017
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